RESUMO DO PROGRAMA DO ÚLTIMO SÁBADO DIA 20 DE FEVEREIRO
Delegado Paulo Márcio em entrevista
"Não estamos discutindo capacidade nem competência,
estamos discutindo legitimidade".
Paulo Márcio, delegado da Polícia Civil.
COM UMA DIRETRIZ VOLTADA PARA O ESCLARECIMENTO DAS INFORMAÇÕES O FALA SEGURANÇA MAIS UMA VEZ SURPREENDEU OS OUVINTES SERGIPANOS...
O Programa da família militar e da sociedade sergipana, patrocinado pela Caixa Beneficente teve como entrevistados o vereador e presidente da Câmara de Aracaju, Emanuel Nascimento e o delegado Paulo Márcio.
o Vereador Emanuel Nascimento teve o espaço no programa para esclarecer a lei de sua autoria de nº 3.814 de 14 de janeiro de 2010 que trata da alimentação nas instituições de ensino público e privada. O Vereador esclareceu algumas dúvidas dos ouvintes e deixou claro que a única maneira de evitar doenças futuras é prevenir através da alimentação saudável. Leia abaixo a lei completa:
O Programa Fala Segurança falou ao vivo com o advogado Fabiano Feitosa que descreveu toda a situação do Vereador de São Cristóvão que teve seu mandato cassado por compra de voto, ele falou que o vereador usava cabos eleitorais para "cadastrar" digamos assim, as pessoas mais humildes anotando nome, nº do título de eleitor e endereço para controlar e inibir as vítimas. O programa agradeceu a prticipação do advogado e parabenizou a ação que mostra que o país está mudando, é governador presso, é vereador cassado e por ai vai.
Dentro desse contexto, o programa deu sequência ao quadro de entrevistas com o delagado Paulo Márcio, o mesmo que escreveu um artigo no portal da internet falando sobre a incostitucionalidade do cargo do comandante geral da PM/SE. O tema gerou um polêmica tão grande entre a mídia e os militares sergipanos que o delegado resolveu esclarecer de uma vez por todas as histórias que envolvia o tal artigo.
Na entrevista Paulo Márcio, deixou bem claro que escreveu este artigo da mesma forma que tantos outros e que só publicou agora, por que tem pouco tempo que foi convidado para escrever nesta coluna intitulada "Estado e Sociedade" num portal da internet e que se antes tivesse sido convidado antes teria escrito e publicado o tal artigo.
O delegado se mostrou firme e contudente durante toda a entrevista e reafirmou tudo que escreveu no artigo que diz que o cargo exercido pelo comandante geral da PM/SE é totalmente inconstitucional. Ele esclareceu que a questão não é pessoal e não deve ser interpretada de tal. "não estamos discutindo capacidade, nem competência, estamos discutindo legitimidade na qual sou a favor". Disse Paulo Márcio que fez uma comparação do trabalho realizado por uma parteira muito conhecida no Estado que já fez centenas de partos se tornando uma referência para Sergipe, mas que nem por isso ela (a parteira) poderá exercer a função de médica no SUS (Sistema Único de Saúde).
Dr. Paulo Márcio foi bastante categórico quando disse que o caso do comandante geral da PM/SE não teria chegado no STF (Supremo Tribunal Federal), como havia dito o comandante geral José Pedroso numa entrevista concedida à imprensa sergipana. "Eu acredito e tenho absoluta certeza que se o caso chegar no STF o mesmo vai ser rigoroso e muito sensato tenho como consequência a demissão do indivíduo". concluiu Paulo Márcio.
O nosso entrevistado citou o exemplo dos procuradores de MG que o STF demitiu (uma média de oito) por não terem sido submetidos a concurso público. O sgt. Eduardo telefonou para o programa e questionou o delegado dizendo que ele deveria cuidar da casa dele se referindo a (Polícia Civil) e quis intimidar o entrevistado perguntando sobre o desvio de função vivenciado por muitos policiais civis.
O delegado Paulo Márcio foi enfático quando disse que a casa dele é sua família (sua esposa e as duas filhas) e que fala e escreve por que é um direito assegurado por lei presente na Constituição Federal que defende a liberdade de expressão por ele exercida sempre que achar necessário, e quanto ao desvio de função, o servidor público que excerce a função há mais de 10 anos, disse que o assunto está sendo resolvido e que todos os policiais civis que estão fora de função em secretarias, todos sem excessão são concursados. Finalizando a questão.
O tema gerou um debate que envolveu os gestores da Caixa Benefecente (cel. Péricles, Sgt. Vieira, cb. Palmeira), os diretores de base, sgt. Edgard e sgt. Cerqueira, o presidente das Associações Unidas, cap. Samuel, a apresentadora do programa Chris Brota e os ouvintes do Fala Segurança. O cel Péricles em sua fala declarou sua indignação em relação aos R2 na PM por vários motivos, um deles que os mesmos não prestaram concurso público muito menos treinamento específico que são submetidos os oficiais da Polícia Militar.
Ficou claro no debate que a questão não é de cunho pessoal mas extremante ético e legal e que o maior absurdo é que milhares de policiais militares estão sendo punidos por questões irrelevantes, como por exemplo, o caso de uma soldado que foi demitida após 3 anos de serviço por que a sua altura está um centímetro menor do que o exigido no edital do concruso público. Outros 14 policiais estão em situação parecida, só que caso deles a causa é a idade, pois segundo o edital só poderão servir a PM pessoas abaixo de 30 anos.
O Programa Fala Segurança cresce cada vez mais na concepção dos militares e da sociedade sergipana, por ser polêmico, verdadeiro e democrático. Sintonize na Jornal AM 540 todos os sábados de 9h às 12 e participe pelo telefone (79) 3234-3232.
Fonte: Chris Brota

