Déda e as negociações salariais
| Não há categoria mais importante do que a outra. Todas devem ser valorizadas, independente do que fazem e produzem |
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25/03/2010 - 05:20
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O ano de 2009 foi marcado no âmbito do governo estadual por sérios problemas de relacionamento com duas categorias importantes: os policiais e os professores. O governador Marcelo Déda foi pessimamente assessorado no primeiro momento onde o diálogo foi quase que totalmente interrompido gerando impasses com as categorias que pareciam sem fim.
Oriundo dos movimentos sociais o governador Marcelo Déda sabe que as categorias sempre pedem mais para conquistar parte do que reivindicam. A teoria de Lenin, um passo a frente e dois atrás, está sempre presente nestas negociações, mas naquele momento faltou diálogo e por outro lado, algumas lideranças se deixaram levar pelos interesses políticos partidários, tanto da oposição como do próprio partido do governador.
Não há categoria mais importante do que a outra. Todas devem ser valorizadas, independente do que fazem e produzem. Mas dentro do serviço público existe uma disparidade muito grande. Categorias que têm o poder de mobilização estão bem adiante de algumas que são desmobilizadas e desestruturadas ao longo dos anos.
Mas parece que o governador, depois das trágicas negociações envolvendo policiais militares, civis e professores, aprendeu que como político originário dos movimentos sociais, deve no mínimo respeito a estes movimentos, e nunca o enfrentamento.
Depois da tempestade o governo recebeu os delegados, que ameaçaram parar para ouvir as reclamações da categoria. Espera-se que além de ter aprendido a não tencionar, o governador tenha aprendido com todos estes episódios a não tratar de formas distintas os funcionários da segurança pública. É um passo a frente muito importante.
Fonte: Cláudio Nunes

